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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

adoradores de gatos de plantão



Voces já tiveram oportunidade de fazer parto de gata? Eu já tive...é uma experiência inesquecível" Quando eu tinha uns treze anos + ou -...eu tive duas gatas uma branca e a outra amarela os nomes eu já não me lembro mais... mas o que me chamava mais a atenção é que elas em trabalho de parto davam suas crias sempre a noite e me buscavam no quarto ,eu tinha que massagea-las até o primeiro gatinho surgir depois elas davam continuidade a cria...

cronos

fecho os olhos e vejo imagens
figuras estranhas: o inferno é uma fila de julgamentos
nossa senhora e as lágrimas de sangue na estátua
trevas com o diabo, pessoas satânicas
e meu visual de rock ´n Roll
muita depressão
tristeza e o pacto com o satã
e luxo garantido; e o pacto com a carruagem da morte
criação de morcegos góticas sete encruzilhadas
exu do lodo
cinzeiros da profecia de satã
um jogo muito da hora: rpg
diabo quando estou dormindo e não consigo acordar
maconheiros comem goiabada com queijo

inferno

góticos bebem sangue,
túmulos cheios de baratas muito grande
crânios com dentes e cabelos
e dormir no cimitério com túmulos muito da hora
sons preferidos Theatre of Tragedy, Bauhause, Depeche Mode, The Cure e outras raves Góticas
mais de 50 ônibus, vinho e muito som da hora
tequila com sal, bebida muito da hora
rezando o número da besta no caixão da criança
sou apaixonado por garotas góticas, sons da hora
Sister of Mercy, Mercy Foofight, tristania, The Cure, The Mission
góticas dos meus sonhos, Cássia nos dois no cemitério, muito legal

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

“por que será que o amor é imensamente mais rico do que qualquer outra possibilidade humana?”


Finalmente morávamos numa casa com o enorme quintal que sempre sonhamos: as árvores, os bancos de pedra, pássaros, canteiros de flores, longas aléas. Nosso estado de espírito era de festa, os amigos vieram, muitos se beijavam embaixo da chuva, cada um caminhava a seu belprazer (também fazia sol) entregando-se à vida; ninguém tinha medo do dia de amanhã, a quizomba foi virando quizumba e a função atravessou a madrugada. Era um desses palacetes antigos como havia na Consolação ou, talvez, na Doutor Arnaldo. Dizíamos um para o outro, “que sorte temos”. Alguns amigos precisavam voltar para casa e os acompanhamos até o Metrô; enquanto trancava os portões gigantescos da casa, irritei-me com um idiota que assustava uma moça no ponto de ônibus. Brincadeira besta. Não sei bem porquê, mas embarcamos com nossos convidados durante um trecho da viagem. Descemos numa estação para a qual uma única porta do vagão se abria, nela descobrimos uma construção subterrânea, como se fosse uma plataforma ou túnel inacabado. Andamos fazendo curvas por um chão de terra até que acabou o caminho, ao voltar, percebi que a entrada por onde a gente tinha descido do trem não ia se abrir de novo. Você me disse calmamente: “não se preocupe comigo, tenho mais sonhos que arrependimentos”.




sábado, 7 de fevereiro de 2009

sou parente de tudo que existe


o sono não passa

........................................a cobra despeja

de uma distração

.........................................seu veneno

tola

.........................................no Paraná-Açu

(fuga de sentidos)

.........................................as águas dissolvem

durante o sono

.........................................o vitríolo

uma das várias

..........................................que não polui

pessoas que somos

..........................................o grande rio

descansa

...........................................os igarapés ou o mar

enquanto os outros

...........................................porém a peçonha fica livre

velam

...........................................do peso amazônico

mas então: quem sonha?

............................................de ser veneno


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

felicidades


São pequenos momentos que diante da diversidade ...sempre recordamos e é o que segura a barra de qualquer um....

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Parir a Eternidade: Obra do Amor

flor do maracujá, fruit de la passion: passiflora


A faculdade do conhecimento reconhece a dívida da memória para com a presença. Logo, o saber é incerto. O certo é que um amor é o amor em si mesmo, pois que há nele uma unidade, e esta unidade é contingência e solidariedade e vazio.

No amor não há dúvidas, só a cegueira convicta daqueles que se abrem às promessas do mistério.

Viver radica o existir na possibilidade; viver o amor, amar a liberdade, é o teatro eterno do pacto com o desconhecido.

Não sei o nome da fera que me apareceu em sonho, não sei e não quero saber. Há coisas demais do “outro lado”.

Agora que se foi, sinto a falta dela, para falar a verdade, sinto falta da ausência dela.

Imagino que sei o isso significa: só me cabe o amor que termina, que é instante, potencialidade, aposta. Amar o que está, não o que é.

Às vezes um espelho num lugar inesperado, outras, uma superfície refletora qualquer produz esse menos-que-segundo de irreconhecimento ― quem é?

Amor, desamor, reciprocidades que não são por, ou com, alguém, mas que repousam aquém do visível, no hiato do entre-tempo.

O que seria amar o amor, cair a seus pés, ser outro nele, confiar no mundo, acreditar que isto é a felicidade?

Ou seria apenas mais uma ilusão?, como o encontro das paralelas no infinito, na eternidade realizar-se-ia seu poder ignorado, embora nunca houvesse estado oculto.

Ansiamos retê-lo, mas então o amor não se mostra; gostaríamos de transformá-lo, mas ele é pura metamorfose; desejaríamos agradecer-lhe, mas ele é perfeita generosidade e aventura.

Não encontramos nada que seja suficiente, ou revelação a tal ponto incompreensível; não há o que possa dominar esta força, que a possa dizer ou negar, constranger ou provar.

Só assim elevamos nossa vida à sua real potência, só desta forma o exílio adquire significado e a morte pode ser costurada à alma pelo avesso.