domingo, 15 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
você tem razão

eu olho
que tu vejas
onde ele
déja viu
iconoclássica bobagem de quem não tem
cem paus
bilhete único, vale-transporte ou a grana
do busão
o microvestido causa tremendo
rebuliço
agora escrevo o amanhã que já não sei
se há
se houve, se haveria e se será
à vera
ao ir-me indo vou
pasmo
porque o tesão não acha mais a carne, a rima
& a solução
tomo o elevador visionário (do shopping)
parei
de parar, de balançar cem mil vezes o barco
bêbado
da paixão em bicas jorrando ao céu
seus rufos
de que adianta construir pontes entre
os mistérios
e seguir caminhamando
sem sustos?
que tu vejas
onde ele
déja viu
iconoclássica bobagem de quem não tem
cem paus
bilhete único, vale-transporte ou a grana
do busão
o microvestido causa tremendo
rebuliço
agora escrevo o amanhã que já não sei
se há
se houve, se haveria e se será
à vera
ao ir-me indo vou
pasmo
porque o tesão não acha mais a carne, a rima
& a solução
tomo o elevador visionário (do shopping)
parei
de parar, de balançar cem mil vezes o barco
bêbado
da paixão em bicas jorrando ao céu
seus rufos
de que adianta construir pontes entre
os mistérios
e seguir caminhamando
sem sustos?
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
o perfume tragicômico da carne

ah, minh’alma mal
acabada
sombra de um maldormido
sonho
por fora risonha e branca
trágica e vermelha
por dentro
ah, minha terra querida
nação moribunda
como é poética a imagem do moço
encontrado
morto dentro do carrinho
de supermercado
quanto vale, ou é por quilo?
amigos, que graça nascer no desespero resignado
de resignação desesperada
aqui o sol não morre nunca
nem nasce o mar sem plumas
berço e tumba
da nossa vergonha (coberta de asas)
libidinal nudez
ah, que idiota sou
compondo versos de água
elegias da neblina
elogios ao rio escuro de água
dormente
esse rio de noites estreladas
e águas cobertas de luar
e cadáveres desovados
meu canto é café coado
na calcinha
canto a luz do céu
de Suely
este meu coração funâmbulo
que desliza por rios
de matéria choca
que sofre e sonha e reza
para formas espectrais
a imperfeição de que tudo é feito
é o que o teu corpo solidário
derrama em mim
nas coisas
por que
passa
pois igual às perifas e favelas
morros, quebradas e montes aprazíveis
da minha terra
me sinto irmão dos que estão vivos
e dos mortos
órfão
humano só sou na dor
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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