terça-feira, 24 de novembro de 2009

emma thomas




até que seria fácil ser um grande canalha
mas sempre seria preciso
ser grande
ser irmão e irmã adotar gatos fazer versos
isso sim
são coisas grandes demais
querida Sissi desista
de saber si
ou de querer esclarecer
como é e como foi pra mamãe
(Mystérios Gozozos)
funke-se quem puder
baby
deixe-a perder a mente
e virar bicho e voltar a ter cheiros fortes
e novos
e só lembrar do mais simples dos antigos
jogos
porque se é bicho também tem aquela máquina
de lembrar e esquecer fantasmas
afinal foi você mesma que disse
que nunca vou poder parar
de fugir
e me explicou que a fuga é uma arte
de parir umbigos
voa quem puxar por eles e sair do chão
uma vez que quem sonha que voa
está com medo (dos vivos)
e que é por isso que me perco e acerco do centro
em deslocamento
como é certo que todo aquele que aceita dormir
no teu sexo-restaurante
deve ser íntima
vítima da própria verdade
e mesmo que não fosse assim me diga
¿como poderia saber que jamais
em ti
ia encontrar paz
e seguiria assim
andariego
?
sou sempre precário sempre esboço
somente um moço
de recados
esforçado
boçal
e

domingo, 22 de novembro de 2009

ligo louco só pra ouvir a voz dela (homenagem ao poeta Gregório Delgado)

Os Mil Braços da Deusa da Misericórdia

não preciso do dinheiro
me fodo sozinho sei
amolar meio mundo mídia
vesgo vago meu amor via

somos parecidos desiguais
desejo beijo da lôca
doenteucorpoemeu
de amor incompleto
sofronésis sofroeu

CORPOTEU
POEMATEU
SOLIDÃO SE NOTA


grita o gregório
delgado pai de deus
(como pôde simplesmente assim ir
se quem criou)

fui eu(s)?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

você tem razão


eu olho
que tu vejas
onde ele
déja viu

iconoclássica bobagem de quem não tem
cem paus
bilhete único, vale-transporte ou a grana
do busão

o microvestido causa tremendo
rebuliço
agora escrevo o amanhã que já não sei
se há
se houve, se haveria e se será
à vera

ao ir-me indo vou
pasmo
porque o tesão não acha mais a carne, a rima
& a solução

tomo o elevador visionário (do shopping)
parei
de parar, de balançar cem mil vezes o barco
bêbado
da paixão em bicas jorrando ao céu
seus rufos

de que adianta construir pontes entre
os mistérios
e seguir caminhamando
sem sustos?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009